Reforma Tributária: Quem vai se beneficiar e quem será prejudicado?
A Reforma Tributária está entre as mudanças mais importantes dos últimos anos — e não é exagero dizer que ela pode redefinir o futuro de muitos negócios no Brasil. Enquanto alguns setores podem ganhar competitividade e reduzir burocracias, outros podem enfrentar aumento de custos, necessidade de reajuste de preços e até perda de vantagem comercial.
FIQUE SABENDO!
Contadora Shyrlene Chicanelle
2/21/20262 min read


A Reforma Tributária é uma das maiores transformações fiscais das últimas décadas no Brasil. Ela envolve a unificação e reorganização de vários impostos, com o objetivo de simplificar a estrutura tributária do país. Mas como toda mudança desse tamanho, ela cria novas oportunidades para alguns setores e desafios para outros.
Entender quem sai ganhando e quem pode enfrentar impactos menores ou maiores é essencial para quem quer planejar melhor suas finanças ou sua empresa em 2026 e além.
✅ Quem tende a se beneficiar com a Reforma Tributária
✔ Empresas exportadoras:
Com a reforma, a tributação sobre exportações tende a ser mais leve, o que pode melhorar o fluxo de caixa e a competitividade no mercado internacional.
✔ Indústria com cadeias produtivas longas:
Ao eliminar a tributação em “cascata” — ou seja, tributos que incidem repetidamente sobre a mesma cadeia —, a reforma pode reduzir custos, aumentar a eficiência e melhorar a transparência fiscal, o que traz vantagem para indústrias com muitos elos de produção.
✔ Setores com alta complexidade tributária:
Empresas que hoje enfrentam várias regras diferentes, muitos tributos, altos custos de conformidade e burocracia podem se beneficiar ao ter um sistema mais claro e previsível, com menos variáveis e mais cobertura de créditos tributários.
✔ Transporte público de passageiros:
Esse setor tende a manter ou até ampliar incentivos e isenções, o que pode facilitar a sustentabilidade financeira de empresas que operam nesse segmento, reduzindo custos e fortalecendo o serviço.
⚠️ Quem pode ser prejudicado pela Reforma Tributária
❌ Prestadores de serviços:
Muitos prestadores de serviço hoje pagam menos tributos por meio de ISS ou regimes específicos. Com a nova forma de tributar, a carga pode aumentar significativamente, pressionando as margens de lucro e exigindo revisão de preços, modelos de negócio e custos operacionais.
❌ Empresas do Simples Nacional:
Embora o Simples continue existindo, as mudanças na forma como os tributos são compensados podem diminuir a atratividade de negócios do Simples para compradores maiores, dificultando a competitividade comercial desses pequenos e médios empreendimentos.
❌ Setores dependentes de incentivos fiscais regionais:
Muitos incentivos que hoje existem no ICMS ou em benefícios estaduais podem perder força com a padronização nacional dos tributos, reduzindo a competitividade de negócios que dependiam desses incentivos para sobreviver ou expandir.
❌ Produtos com Imposto Seletivo:
Bens como bebidas alcoólicas, cigarros e alguns tipos de automóveis podem enfrentar aumento na tributação e redução de margem, impactando o preço final ao consumidor e a rentabilidade do setor.
📌 O que isso representa na prática
A Reforma Tributária não é uma simples mudança de nomes de impostos: ela reorganiza a forma como tributos são cobrados, compensados e distribuídos entre os entes federativos. Isso traz:
✔ simplificação para alguns setores
✔ redução de custos ocultos em cadeias produtivas
✔ maior clareza e previsibilidade fiscal
Mas também pode significar:
🚫 aumento de carga tributária para serviços
🚫 perda de competitividade para pequenos negócios
🚫 impacto em operações que dependem de incentivos fiscais
É uma mudança estrutural que exige empresas e empreendedores a revisarem estratégia, precificação, contratos e modelos de atuação, em especial no Simples e nos setores de serviços intensivos em mão de obra.